Você realmente joga para vencer?

Autor: Stiflermanz
Data de publicação: 31 de dezembro de 2015

No último dia de 2015, resolvi fazer uma postagem sobre vitória, um tipo de ”reflexão” que provavelmente vai ajudá-lo a compreender melhor sobre si mesmo e o que está a sua volta quando se trata de competitivo e partidas ranqueadas. Nesta postagem vai ter exemplos de quase todos os jogos da Blizzard. Usei como inspiração uma postagem interessantíssima do  Devan Dota que utiliza um texto feito a alguns anos atrás sobre streetfighter como background. É interessante perceber que um texto feito a aproximadamente 10 anos atrás, pode exemplificar e explicar atitudes de hoje.

VISÃO GERAL
Em todos os jogos com um forte potencial competitivo, temos os jogadores que seguem o meta à risca e aqueles que ignoram completamente a existência do mesmo, que se dizem ”anti-meta” aqui chamaremos esse tipo de jogador de ”Marcos_fun” e o fiel seguidor do meta chamaremos de ”Márcio_meta” para evitar termos que sejam encarados como ofensivos.

Todos um dia já foram iniciantes, isso é lógico, mas cada um escolhe que ciclo e que caminho vai seguir a partir do momento que deu start no seu jogo. Você busca a diversão? Você busca manter sua taxa de vitórias no seu próprio padrão? Ótimo! Meu objetivo não é fazer escolhas por você, é ajuda-lo a entender que a ”apelação” faz parte do jogo, e que não é desonra alguma ser um jogador focado no competitivo, não é pecado ser um player hardcore. O  verdadeiro  problema esta no obstáculo mental gerado pelo próprio jogador, uma parede ilusória que divide o jogador e a vitória. No inicio da liga heroica do HOTS, alguns jogadores joinavam apenas em time fechado, em poucos dias conseguiram o seu objetivo o tão cobiçado (naquela época) rank 1. Esses jogadores enfrentaram equipes de jogadores solo, duo, trio, e foram julgados pelo exército do Marcos_fun como jogadores sem honra, jogadores que não batalharam solo como o marcos_fun que ainda estava rank 40 naquela época. Depois que essa fase passou, e foi implementado a liga de equipes com restrição de número de jogadores na liga heroica, entramos na fase do ”odeio quem copia o meta” e mais uma vez o marcos_fun julgou todos aqueles que buscavam a vitória a qualquer custo como jogadores sem criatividade e habilidade.

REGRAS MENTAIS
Marcos_fun mantém suas próprias regras, carrega um livrinho onde está escrito que quem joga com classes nerfadas no wow são jogadores bons, independente do seu rating em rbg ou arena. São jogadores que gostam de desafio e são recompensados por isso com trófeus ilusórios, com um glad que nunca foi registrado no seu Achiv. Marcos_fun joga fora do meta, ele ama aplicar a Nova contra um time Bulky, e ignora os gritos de desespero no chat, pedidos esses que são ditos em 3 línguas diferentes ”pelo amor de deus, Nova não”. Mesmo depois de tudo isso, Marcos_fun acredita que joga para vencer, que faz tudo possível para atingir a vitória, e que se não conseguiu atingir esse objetivo a culpa é do seu time.  É um pecado ser como o Marcos_fun? Não exatamente. Porém, esteja ciente de que existem outros jogadores na partida, seus companheiros de equipe (claro, hearthstone e starcraft estão fora dessa lista) existem jogadores que dependem de você e do seu empenho para atingir a vitória. Jogar para vencer é utilizar todas as ferramentas que você tem disponível, exige empenho, exige o claro abuso dos personagens buffados.

NERF SEM APRENDIZADO
Hoje temos também a clássica fase do nerf, se eu não quero e/ou não sei jogar contra uma determinada classe eu quero que ela seja nerfada. Claramente é mais fácil do que se adaptar e aprender como lidar com aquele herói, aquele deck, aquela classe. Após emular as inúmeras situações que uma nova ferramenta pode proporcionar, o Márcio_meta vai ter o conhecimento necessário para counterar essa nova ferramenta. Quando retornei ao hots, após uma pausa de 2 meses, dei de cara com jogadores que bradavam ”precisa nerfar o Kael, eu não aguento mais” ”o Kael ta absurdo, aperta W duas vezes e mata o time inteiro” joguei, e joguei novamente, tive sim alguns problemas para segurar a pressão do lvl 13 do Rei Sol mas depois de entender sua mecânica atual se tornou mais fácil anular sua forte presença. As partidas na liga heróica e na liga de equipes me deram a experiência necessária, e muitos outros tiveram a mesma observação sobre o mesmo tema.

BLOQUEIO
Quando você tem claramente composições mais fortes em que sua classe se encaixa, e o seu objetivo é a vitória a qualquer custo por que evitar essas composições? Medo do julgamento dos outros jogadores ou do seu próprio? Se você é um warlock experiente, consegue exercer tanto Affliction quanto Destruction com maestria, e sabe que Affliction recebeu buffs significativos por que evita-lo se o seu objetivo é o rating mais alto?  Esteja aberto a mudanças.

FRONTEIRAS DE JOGAR PARA VENCER
Até onde podemos chegar? Acredito que o limite, a fronteira, sejam as regras da empresa. A grosso modo, o limite é o ban. Alguns bugs passam despercebidos como o Tychus dando auto-ataque enquanto utilizava o Morticínio. outros nem tanto, como o atual: Lunara utilizando o ”golpe no ar” para evitar o ultimate ”cordeiro no abatedouro” do Açogueiro. Não acredito que utilizar de bugs seja o caminho para atingir seus objetivos, se tornar um ferrenho ”bug abuser” vai recompensa-lo apenas com um banimento permanente. Em resumo, faça tudo para vencer, dentro das regras.

CONCLUSÃO
Se o seu objetivo é jogar para vencer, não tenha medo de abusar de todos os meios legais para conseguir concretizar seu objetivo, mantenha seu foco no jogo não nos jogadores, se não conseguir segurar a sua criatura tóxica interior, mute o chat e deixe tudo no seu intimo, tente ter paciência com o time e foco. Se o que você quer é apenas diversão, tenha o bom senso de não julgar as atitudes dos jogadores que optaram por não seguir o mesmo caminho que você.

Boas festas, esperamos que em 2016 você tenha muita diversão e muitas vitórias também.

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